Os caminhos da EJA ITINERANTE.

 

Imagine uma senhora, prestes a completar 70 anos, mãe, avó e esposa, ela não foi alfabetizada e toda vez que precisa utilizar a sua digital para se identificar, sente-se humilhada, diminuída.  O seu mundo é carente das letras, quando jovem ela chorou para ir à escola, mas a vida era difícil e as pessoas ao seu redor não viam razão para que ela estudasse.

Hoje, já aposentada e com a vida mais tranquila, ela encontrou uma porta, uma saída de um mundo desprovido da palavra escrita, quando uma conhecida da sua comunidade, uma jovem que ela vira quando criança, chegou em sua casa ofertando a possibilidade de estudar, de aprender a escrever o seu nome e se livrar da coleta da impressão digital que tanto a humilhou durante o percurso de uma vida inteira.

Essa oportunidade de aprender, de realizar um sonho que a fez chorar quando garota veio possibilitar que ela estudasse em casa, com a visita da sua dedicada professora.

Hoje, finalmente, ela consegue escrever o próprio nome, mais que isso, já consegue ler algumas palavras e toda vez que vai ao mercadinho perto de casa, não precisa mais perguntar ao dono do estabelecimento quanto custa cada item, hoje ela já identifica os preços, consegue identificar o melhor custo-benefício e até economizar um dinheirinho.

O projeto da EJA ITINERANTE, implementado pelo município de Fátima, é isso, representa uma centelha de esperança que os gananciosos não têm capacidade de enxergar, os ataques sofridos pelo programa, só reforçam para a gestão a importância de se olhar diferenciadamente para essas pessoas.

          Oportunizar aos nossos munícipes a chance de estudar, significa elevar essas pessoas ao conceito pleno do que é ser cidadão, ação somente tomada por parte de quem tem compromisso com a melhoria da vida dessas pessoas.


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